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ABAF apresenta as vantagens do setor florestal e firma nova parceria com a Seagri na Fenagro 2025

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29 de Novembro de 2025

A Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF) vai estar presente na 34ª edição da maior feira de agronegócio do Norte-Nordeste, a Fenagro, que será realizada entre 29/11 e 7/12/2025, no Parque de Exposições de Salvador, com liderança do jornal A Tarde em parceria com a Secretaria de Agricultura da Bahia (Seagri). A ABAF estará com o estande no Setor de Cadeias Produtivas, no pavilhão institucional do Governo do Estado da Bahia, para divulgar as vantagens econômicas, sociais e ambientais do setor florestal; e seus principais projetos. 

Além disso, em 05/12, vai realizar às 16h, no Gabinete da Seagri, a assinatura do convênio entre a Seagri e a ABAF referente ao sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e plantios de nativas e de produção (criação de vários Parques das Árvores no interior do estado); anúncio do novo curso de Engenharia Florestal do IFBaiano (acordada com o setor produtivo) e reunião dos coordenadores de cursos florestais. Em seguida: plantio simbólico de 200 árvores no Parque de Exposições. Também promove, às 18h no Salão Internacional, um encontro florestal para lançar seu relatório setorial Bahia Florestal 2025, prestar homenagem à Finlândia pela cooperação tecnológica com o setor madeireiro brasileiro e pela sua data nacional (6/12), e celebrar o Dia da Silvicultura (7/12).

“Com a parceria com a Seagri vamos promover ações do nosso programa ‘Plantar para não Faltar’ nos diversos consórcios municipais em 2026. O objetivo é incentivar o pequeno e médio produtor rural a investir no plantio e manejo de florestas comerciais para usos múltiplos, no ILPF e divulgar o Programa ABC. Ao mesmo tempo, o programa pretende comprometer os outros dois outros vértices desse triângulo produtivo: os processadores de madeira (serrarias, construtoras e fábricas de móveis etc.) e os usuários dos produtos finais de madeira (revendedoras de materiais de construção e sindicatos)”, explica o diretor-executivo da ABAF, Wilson Andrade.

A Bahia ainda não produz (e processa) a madeira plantada suficiente para atender a demanda do estado e muito disso se dá pela falta de conhecimento da rentabilidade e sustentabilidade do setor. “Estamos propondo um modelo para a verticalização do setor de madeira na Bahia. Este setor pode ser mais abrangente e inclusivo, pois tem uma grande diversidade de uso. A ideia é produzir na Bahia toda a madeira que precisamos, visando o atendimento da demanda também para outros segmentos importantes, como o de móveis, construção civil e geração de energia. Com isso geramos ainda mais emprego e renda”, acrescenta Andrade. 

Novo curso de Engenharia Florestal do IFBaiano – “O Projeto Pedagógico do Curso contou com a participação de engenheiros florestais das empresas de base florestal, a exemplo da Suzano, o que reforça o compromisso do IFBaiano em formar profissionais alinhados às reais demandas do setor produtivo. Esse curso visa atender a uma demanda histórica da sociedade e do setor, em uma região estratégica para a economia florestal e para a conservação ambiental. Nosso objetivo principal é formar profissionais capacitados para planejar e gerenciar recursos florestais, utilizando sólida base científica na solução de problemas do setor, de forma racional e sustentável”, destaca Elen Duarte Rosa, diretora-geral do IF Baiano.

Thiago Tavares, gerente de Gente & Gestão da Suzano, reforça: “O novo curso de Engenharia Florestal representa um passo importante para o avanço do conhecimento e para o desenvolvimento local. Nós, da Suzano, estamos comprometidos em apoiar iniciativas que fortaleçam o ensino, ampliem oportunidades e contribuam para que os estudantes da região possam se qualificar e construir suas carreiras na nossa região.”

A implantação do curso fortalece a verticalização do ensino no Campus Teixeira de Freitas, que já oferece o Curso Técnico em Florestas desde 2011. A unidade dispõe ainda de uma infraestrutura diferenciada: fragmentos de Mata Atlântica que servem de laboratório para aulas práticas; áreas experimentais de florestas plantadas, nativas e exóticas; além da participação no Programa Arboretum de Conservação e Restauração da Diversidade Florestal.

O curso terá oferta anual de 40 vagas, em regime integral, com duração mínima de cinco anos. Entre as competências previstas, estão o planejamento e a coordenação de projetos de conservação de ecossistemas florestais; o manejo de florestas nativas e plantadas; a recuperação de áreas degradadas; a atuação em paisagismo e arborização urbana; e o uso de tecnologias sustentáveis para a reconversão de áreas.

Dados setoriais - A ABAF representa as empresas de base florestal do estado, assim como os seus fornecedores. Essa pluralidade dá à associação a possibilidade de planejar e agir com respaldo nos mais variados âmbitos e em horizontes largos. Por isso, a ABAF fomenta a pesquisa, investe na coleta e tabulação de dados, a exemplo do relatório Bahia Florestal – lançado a cada dois anos (e disponível no site: abaf.org.br).

Com o relatório, a ABAF reforça a importância do setor brasileiro de árvores cultivadas para fins industriais e para restauração dos 80 milhões de hectares de áreas degradadas, sendo 10% apenas na Bahia. “O setor se transformou em uma potência socioeconômica que une produtividade, conservação ambiental e inovação tecnológica”, avalia Andrade que levou essas informações à COP30. 

No Brasil são 10,2 milhões de hectares produtivos, nos quais são plantadas, colhidas e replantadas árvores para entregar biossoluções à sociedade. Das árvores tudo se aproveita: tronco, casca, galhos, tocos, além de darem origem a outros produtos não madeireiros, como essências, resinas, mel etc. Trata-se um setor que gera mais de 5 mil bioprodutos que substituem aqueles de origem fóssil, evitando emissões de gases causadores do efeito estufa e oferecendo uma cadeia investida na circularidade.

Paralelamente às áreas de plantio no Brasil, o setor ainda conserva outros 7 milhões de hectares de vegetação nativa — uma área superior ao território da Bélgica e da Suíça juntos. O setor de árvores cultivadas para fins industriais representa 1% do PIB brasileiro. 

Na Bahia, a potência do setor também é significativa. São 700 mil hectares de área plantada e 400 mil hectares de área nativa preservada. Em 2024 o setor foi responsável por 4% da arrecadação total do estado (R$ 5,5 bilhões) e 6% do PIB da Bahia (R$ 24,7 bilhões). Além disso, na Bahia, gera 230 mil empregos diretos e indiretos.

Andrade faz questão de ressaltar, também, a contribuição que o setor gera para o meio ambiente. “Na Bahia são plantadas, diariamente, 280 mil árvores. No Brasil esse plantio é de 1,8 milhão de árvores por dia. Além disso, os plantios florestais são feitos em áreas já antropizadas, com zero desmatamento”, afirma. 

O setor adota práticas de manejo sustentáveis, incluindo a técnica de mosaico florestal que consiste em intercalar as áreas produtivas com áreas de conservação em nível de paisagem, criando corredores ecológicos. Os mosaicos florestais auxiliam na manutenção do solo, na regulação do fluxo hídrico e na preservação da biodiversidade.

O resultado desse plantio (e das áreas de preservação) é um estoque de carbono de 4,9 bilhões de toneladas, no Brasil. Plantar árvores é uma das opções mais amigáveis para o meio ambiente e a biodiversidade. Sequestram e estocam gás carbônico, cujas altas concentrações são a principal responsável por empurrar o planeta para o aquecimento global. O carbono segue estocado na madeira ou fibra dos bioprodutos florestais em relevantes porcentagens.

Cooperação com a Finlândia - “O Brasil, 100 anos atrás, importava papel e itens para a produção desse produto. Aprendemos muito, desenvolvemos nossas próprias tecnologias e hoje trocamos informações e experiências com a Finlândia. O Brasil também inovou, sob a liderança de Max Feffer da Suzano com a utilização do eucalipto na fabricação de celulose e derivados. Reconheço a liderança desse país como exportador de tecnologias e equipamentos, não somente na área de madeira, como também em economia circular, energias renováveis, segurança pública e defesa militar, tecnologia da informação e educação”, declara Andrade, que também é Cônsul Honorário Emérito da Finlândia e Diretor Regional Nordeste da Finncham (Câmara de Comércio Brasil-Finlândia).


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